domingo, 5 de junho de 2011

A vida como ela é...

Desde pequenas que nos "vendem" a ideia de contos de fadas,que eventualmente conheceremos o nosso príncipe encantado,que teremos muitos filhinhos de olhos azuis e seremos felizes para sempre,com muitos vestidinhos com folhos à mistura e se tal não acontece,afinal a nossa história não começa por "era uma vez..." culpabilizamos e martirizamos-nos a pensar no que é que há de errado connosco.
A verdade é que não há relações perfeitas e por muito que prolifere pela blogosfera fora historietas de princesinhas cheias de amor para dar,com o par perfeito,carinho aos molhos,tudo muito cor-de-rosa,na realidade as coisas são bastante diferentes:relações dão trabalho!
O principal motivo é que não há duas pessoas iguais e depois de passar a fase da paixão em que vemos a "nossa pessoa" como uma beleza etérea,o expoente máximo da perfeição, a cortina de fumo desvanece-se e apercebemos-nos de todos os seus defeitos.
Mas isto já sou eu a divagar,na realidade acordei a pensar no quanto sinto falta de silêncio,de estar um tempo só comigo,sossegada,sem pensar em mais nada...é engraçado como estamos tanto tempo com uma pessoa e um dia acordamos só para nos perguntarmos o que ainda nos une.
Eu e o Presidiário não temos nada a ver um com o outro:eu sou impulsiva,ele é racional,eu por qualquer coisa fico possuída,ele é a pessoa mais calma do mundo,sou competitiva,tenho que ser a melhor em tudo e ele é apologista da ideia de que "o importante é participar",gosto de me deitar tarde e se fosse possível acordava todos os dias ao meio-dia,ele adormece facilmente e nem consegue conceber a ideia de acordar fora de horas...eu gosto de comidas requintadas,ele comidas simples,sou o caos personificado,ele é a arrumação em pessoa,gosto de praia,piscina,mar e ele não suporta o calor...aparte o nosso gosto por filmes não temos absolutamente nada em comum e a minha pergunta é:
Como é que estamos juntos,passado tanto tempo?
Por teimosia?Obstinação?
Amizade?
Comodismo?Força do hábito?
Quando começamos a namorar,como casal improvável que éramos ninguém dava nada por nós e honestamente nunca me importei muito com isso...
Até hoje.

10 comentários:

Salsa disse...

os opostos atraem-se.
se a convivência ´e saudável no seio familiar nunca te ponhas a pensar na ultima parte do teu post.
quanto ao silencio tem vantagens, mas nenhum ser humano ´e uma ilha, nem somos ermitas, a convivência com alguém, compartilhar a nossa vida com alguém especial e acima de tudo ser feliz.
olha o meu filho ´e um pouco mais novo que o teu e tem o futiro dele comprometido porque eu e a mãe dele não nos entendemos em nada, tenho muita tristeza por isso, mas não posso arruinar a minha vida por erros cometidos no passado.
com muita pena estou aos poucos a matar o sentimento que tenho pelo meu filho, porque aquilo que vejo nele e que não consigo fazer nada para mudar ´e muito mau.
e a vida ´e feita de sucessos e insucessos, mais os insucessos que os sucessos, mas não podemos desistir de viver nem de sermos felizes.

Ana disse...

Temia imenso ser a única a pensar dessa maneira... tirando que eu ainda estou na fase do namoro. Eu e o D. também somos diferentes... completamente diferentes. E tenho muito medo que essas diferenças se acentuem ainda mais um dia que estejamos a viver juntos e que, como muitos outros casais, chegue o belo dia em que nos perguntamos: "Porque é que foi preciso chegarmos aqui para percebermos que não era isto que queríamos, ou precisávamos?"
Tenho muito, muito medo.

Mas também não posso deixar de perguntar... e o amor?

mfc disse...

O importante é que sintam que se completam...e que continuem a amar-se!

Filipa Arez disse...

Eu e o meu namorado também somos muito diferentes. Não importa tanto o que vos separa mas sim o que vos une. Em termos de personalidade, até dá jeito que as pessoas sejam diferentes! Já viste se ele fosse nervoso como tu? :) Tudo se resolve, o importante é que as pessoas gostem uma da outra. Se o amor existir, tudo o resto é possível.

Bomboca do Amor disse...

Eu e o meu marido também não temos muito em comum. Se hoje tenho uma relação estável foi graças a anos de trabalho e de muita paciência.
E tal como tudo na vida, não é perfeito, mas tem a sua beleza.
Beijinhos,
Bomboca do Amor.

Ana FVP disse...

Não consegui perceber se isso te está a preocupar ou se estás apenas a pensar sobre o assunto.

Eu sei que isso não me interessa nada, mas estou exatamente na mesma situação que tu! Não temos nada em comum! NADA!

Não penso muito sobre isso. Nem vou começar a pensar. O que der dá!

Espero que estejas na mesma sintonia e que apesar das diferenças sejas feliz ao lado do teu marido.

Rafeiro Perfumado disse...

Tu já viste a seca que seria se fossemos exactamente iguais? Perdia-se o elemento surpresa, e com ele o sal de uma relação!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

As Leis da Física dão a resposta: os pólos opostos atraem-se.
No meio onde me movo não faltam casais com tudo para dar certo, porque eram muito parecidos e que ao fim de poucos anos se divorciaram.
Uma união entre opostos activa os mecanismos de tolerância de cada uma das partes. Uma união entre almas gémeas torna-se enfadonha, porque o que cada um busca, na relação com o outro, é a complementaridade.
Esta é a minha opinião mas, obviamente, admito estar errado...

An@ disse...

A vossa convivência é saudável?!

Se assim for é porque tens algo que o completa e ele tem a parte que por vezes te faz falta!

Completam-se!

Beijokas

Mami ( Sónia ) disse...

Completam-se! Se fossem iguais ia ser muito aborrecido e ai sim era para perguntar como é que ainda estavam juntos!